AS NOSSAS NOTÍCIAS


Saiba o que vai acontecendo no (nosso) mundo da Propriedade Intelectual.
26

Abr
ENTREVISTA
Evitar erros estratégicos
LISBOA

Nuno Cruz, advogado e agente oficial da propriedade industrial, sócio da J. Pereira da Cruz, falou a propósito do quadro jurídico da Propriedade Intelectual em Portugal ao Jornal Económico relembrando diversos temas em particular o novo Código, a alteração à Lei 62/2011 e a discussão que ocorre na Assembleia da República acerca dos Direitos de Autor.

Nuno Cruz considera que as empresas portuguesas estão mais preparadas para a importância da defesa de marcas e patentes e que “(...) As empresas focadas na investigação ou no design estão hoje, geralmente, sensibilizadas para a importância da PI e procuram apoio profissional na área.” sublinhando que “(...)a facilidade no acesso ao registo e a aparente simplicidade da matéria, convida à prática dos actos sem o devido aconselhamento, levando por vezes a erros de estratégia difíceis ou impossíveis de corrigir mais tarde.

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26

Abr
EVENTOS
Protecção da Inovação Tecnológica e Criação Intelectual
COIMBRA

A J. Pereira da Cruz – na figura do Eng. Rui Gomes – participou nas masterclasses que celebram os 15 anos da Licenciatura em Multimédia do Instituto Superior Miguel Torga, em Coimbra, com o tema “Protecção da Inovação Tecnológica e Criação Intelectual”.

 A Licenciatura em Multimédia do ISMT foi fundada pelo Prof. Francisco Amaral – recentemente partido – uma personalidade de elevado relevo no panorama cultural nacional – com a ESEC-TV ou a Íntima Fracção, entre muitas outras –, e que aqui homenageamos.

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09

Abr
ARTIGOS
Patentear, um desígnio nacional
LISBOA

Algum burburinho em relação à área da Propriedade Industrial (PI) surgiu na comunicação social, associada aos números de Portugal – de empresas e instituições estabelecidas em Portugal – quanto a novos pedidos de patente europeia, emitidos pelo European Patent Office (EPO) e referentes a 2018.

Tem havido alguma divisão de opiniões, entre o elogio ao crescimento acentuado (de quase 50 % em relação a 2017, dos maiores do mundo), e a constatação de que ainda é pouco (220 novos pedidos no EPO).

Sim, o crescimento denota melhoria, e este esforço e mudança de consciência têm de ser elogiados (ainda em 2013 tínhamos apenas 95 novos pedidos no EPO).

Mas faz parte de um caminho, que tem tido alguns percalços – desde 2014 Portugal estava “encalhado” nos 150 novos pedidos no EPO.  Uma das questões que colocamos é se de facto existe um caminho, um planeamento concertado e objectivos para esta área. 

Os números dependem dos meios existentes no país, da nossa visão do mundo ou da consciência em relação a determinadas ferramentas de negócio. 

Para que seja sustentável, a continuidade e a concertação – a vontade – têm de vir do tecido empresarial e do I&D ligado ao tecido empresarial (o INESC TEC é um excelente exemplo do segundo caso), pois é para estes domínios que as patentes existem, para apoiar os negócios. 

Isto, ainda que seja importante o apoio dos fundos europeus para minimizar o impacto do investimento. 

Sendo também verdade que a componente económica não explica total nem minimamente a performance de Portugal, pois o pressuposto de que partimos (e que faz parte da imagem do País) é de que inovação não falta. Também ninguém duvida que a Inovação não sai barata. Então, porque é oferecida gratuitamente ao mercado?

Como agentes de patentes, não almejamos apontar as razões, mas sabemos que podemos apoiar uma melhoria contínua. Um dos elementos é sem dúvida um conhecimento incompleto da área das patentes.

O desconhecimento tem duas facetas: como obter (ideia de que é complicado) e como utilizar (ideia de que é apenas um custo). Complementando-as, há (ainda) ausência das patentes do Planeamento.

Patentear tem complexidade? Sim, tem, como tantas outras áreas. Será uma razão para o evitar? Não, para isso temos os especialistas nesta área, cuja função é tornar o processo simples para quem quer patentear. Quem inova também realiza uma função bastante complexa. Será o processo caro? O custo depende fortemente do número de países, mas se é caro, barato ou equilibrado depende dos benefícios que advêm de ter a patente, em comparação com não a ter, o que nos leva ao planeamento e à utilização.

Quanto ao planeamento, a patente não pode ser considerada uma excentricidade, um elemento isolado. É uma ferramenta e deve ser usada sempre que o projecto / negócio o justificar.

Duas questões muito simples que ajudam no planeamento: há inovação? E há interesse/vantagem (normalmente comercial) associada? Então há razão para patentear.

Relativamente à utilização, como é que a patente apoia o negócio? Sinaliza a inovação. Eu digo que o meu produto é inovador, mas isso será suficiente? A verdade é que tenho que o demonstrar. Como? Tenho a chancela da patente.

Parecendo que não, isto já é muito. Serve para demonstrar que o produto é inovador e interessante, e que eu – que o desenvolvi – também o sou. Eu sou capaz de inovar, mesmo num mundo cada vez mais competitivo e onde a inovação tem um papel fulcral.

Sou por isso um bom parceiro, porque sou capaz de entregar. Sou interessante para o meu mercado, porque sou uma entidade que se distingue de forma positiva. 

Claro que, para isso, tenho de exibir estes galões. Produtos identificados com Patent pending ou Patented, notícias de que a “Empresa X” está a patentear ou que obteve a sua mais recente patente no mercado Y...

Mas é mesmo só boa publicidade? 

Tomemos um exemplo, da afirmação muito comum de que “a minha área não justifica”. Mesmo que fosse verdade, esta afirmação é uma simplificação extrema da realidade de um mercado, que é dinâmico. 

Não há um one size fits all, e por isso a estratégia de patentes temde ser adequada a cada situação. Como? Pensando e incluindo-a no planeamento da estratégia da empresa / área, para que a decisão seja informada. Pode passar por patentear em 5, 10 ou 15 mercados, para facilitar parcerias em mercados-chave, para vender a um preço mais alto, para limitar a concorrência, defender a empresa, motivar os RH, etc etc etc. Tipicamente, é uma combinação destes. Mas depende dos objectivos definidos, que também são diversos. 

Pode também passar por não patentear e publicar para impedir que outros patenteiem, ou estudar o panorama de patentes e comprar patentes a um terceiro. Novamente, a estratégia depende dos objectivos definidos.

Parece-nos que esta análise dos dados – como tanto na vida – nos traz mais questões do que respostas, que apenas a continua experiência nos pode dar. Respondemos a uma: vamos conseguir? Vamos.